
Novidades à vista! Apenas alguns dias mais e estarei de férias “total” e sem interferências.
Ir às compras? A essa altura já desisti e não estou disposto a mudar de idéia, depois do que vi no fim de semana fiquei totalmente desanimado e pretendo não sair por aí, ando sem paciência e não quero me estressar. Até porque comprar não é meu passa tempo favorito, nem que seja por necessidade.
Sábado à tarde saí com os clientes da África do Sul, aquela coisa da política de boas-vindas e tal... Os caras nunca tinham vindo ao Brasil e fui dar um volta pela cidade com eles. Almoçamos feijoada (eles gostaram muito) e saímos...
Destino: 25 de março, a rua também é famosa em terras africanas e ambos queriam comprar celulares, câmeras e essas quinquilharias que são mais baratas aqui e que os gringos acharam uma maravilha de oferta. Eu já havia avisado do inferno na terra que é a 25 nessa época do ano e nem os milhares de pessoas que estavam lá naquele sábado os intimidaram, apesar de eles preferirem ir direto à Santa Ifigênia e olhar a 25 só de longe parecendo mais um mar de gente. Um deles nunca havia andado de metrô, ficou todo preocupado me perguntando se era perigoso e quais eram as precauções que eles tinham que tomar e tive de explicar:
- Don’t worry men, we gotta a good subway system, clean, fast and almost 100% safe. One of better in the world.
- Oh yea? I didn’t know!
- Trust me, you’ll see.
E realmente eles viram que o metrô aqui é bom e me fizeram pagar o maior mico tirando fotos dentro da estação e dentro do metrô, eles até filmaram. Acho que as pessoas também pensaram que eu era gringo, mas tudo bem, tudo pela política de boa vizinhança.
Eu estava cansado de andar pra cima e pra baixo de metrô e táxi, tava quase dando “game over” quando eles decidiram voltar ao hotel (aleluia!), e pra ser simpático perguntei:
- Did you enjoy the tour?
- Oh yeah! (sempre respondiam com oh yeah antes de começar qualquer frase) If you want tomorrow we can leave again, I need to buy some gifts to my family and my friends.
- Sure (God! I can’t take anymore), call me and we’ll leave once again (não me liguem! não me liguem!).
Ainda bem que eles não me ligaram… Enfim, andei pra caramba, os gringos saíram felizes e ainda virão à famosa e típica “festinha de fim de ano” da empresa para se integrar. Aí já viu, né?
Caipirinha... Samba... Churrasco... Mulheres... Embriaguês... Você de ressaca no dia seguinte, os vários comentários maldosos que fizeram acerca de sua pessoa e você dançando na boquinha da garrafa e a dança da cordinha naquelas fotos que tiraram e sem saber com que cara vai chegar na empresa segunda-feira. Coisas da vida... Ah, sem falar no famoso trenzinho que é péssimo, mas eu que rio muito quando eu vejo.
Eu particularmente acho as festas de fim de ano muito interessantes, além de rir bastante com as situações ridículas dos outros (que maldoso eu sou). Eu conheço bastante gente que só converso por telefone ou que nunca tive de oportunidade de conversar antes. A princípio, o começo da festa realmente é uma confraternização, o que vem depois é faz parte e é divertido com certeza.
Aqui nessa empresa será minha primeira festa, eu procuro não me exceder, mas também não dou uma de anti-social, modero pra não chamar atenção e converso com maior número de pessoas possíveis. Network é tudo hoje em dia. Vou ficando por aqui, depois volto pra contar como foi a festinha hilariante.
PS: Tirei os pontos do queixo, ainda bem que a cicatriz ficou pequena e quase imperceptível. Tô pronto pra outra! rs