Poplog


05/03/2007


It's Over

É com muito pesar que hoje dou por encerrado este Blog que vem me acompanhando há mais de dois anos, mas como tudo tem começo, meio e fim venho anunciar o seu final.

Venho escrevendo aqui desde o fim de 2004, o Blog resistiu aos longos períodos sem postagens, falta de inspiração e de tempo mesmo.

Muita coisa aconteceu de lá pra cá, o Blog mudou, eu mudei e acho que ele não tem mais a ver comigo. Fico muito feliz por ter feito algumas amizades que espero que durem e me acompanhem no novo Blog.

 

Aproveito a oportunidade dos que lêem para convidar a todos a visitarem o meu novo espaço.

O Boteco do ED é o novo Blog que eu criei e que adiei por muito tempo na esperança de deixá-lo com um cara legal para sua inauguração, mas como o HTML e eu tivemos uma briga muita séria decidi não mais esperar e vou ajeitando as coisas por lá com o tempo.

 

Aqui declaro o fim das minhas postagens neste Blog, em breve vou direcionar este endereço para o novo Blog e portanto ele não vai mais existir.

 

Obrigado a todos pelas quase 1000 visitas e por todos os comentários deixados, espero que você que passa aqui de vez enquando me visite lá no Boteco.

 

http://o-boteco.blogspot.com/

 

Fico esperando a todos lá no novo Blog, um abraço e até mais!

 

 

Escrito por Ed às 12h30
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26/02/2007


Convenhamos, vai...

 

O Boteco

 

E começamos mais uma semana, tudo de novo e feriado agora só em abril e bem no fim do mês.

Estou tendo muita dificuldade para achar um template legal para O Boteco, eu não entendo muito de HTML e confesso que estou tendo muita dificuldade para lidar com estes editores. Já baixei pelo menos três diferentes, porém sem nenhum resultado. Está tudo na minha cabeça, mas vou acabar utilizando qualquer modelo e aos poucos vou dando cara ao Boteco. Acho que vou acabar encomendando um. Não sei.

 

Oscar 2007

 

Gosto muito de filmes, mas faz tempo que não vou ao cinema. Assisti o Oscar e fiquei contente em saber que produções de outros países estão sendo cada vez mais reconhecidas, mas acho o tal do Academy Awards uma coisa muito americana, por mais que seja o evento mais assistido do mundo e que cada vez mais estrangeiros participem dessa festa ainda assim é uma festa feita por eles e para eles e nem sempre o prêmio é merecido e além disso a festa é na verdade um festival de futilidades e gente esnobe, convenhamos vai.

 

Até mais,

 

 

 

Escrito por Ed às 09h26
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13/02/2007


O que eu quero em 2007...



O que eu quero em 2007...



Sei que é meio tarde pra fazer isso, mas como diz o ditado, antes tarde do que nunca, no meu caso é antes tarde do mais tarde!


Bom, vamos lá... 2006 não foi um bom ano pra mim, muitas coisas boas aconteceram na minha vida, mas de um modo geral colocando os prós e contras meu ano foi de regular para ruim. Em 2007 vou me focar nas principais coisas que quero mudar e prometi que este ano seria diferente, não no sentido material, mas coisas que envolvem mais questões pessoais.


O ano mal começou e já consegui lograr umas das minhas metas que estava em longo prazo. Nossa! Nem eu esperava que fosse tão rápido, mas ainda bem... Trabalho fazendo o que eu gosto, num lugar bacana, sinto que estou crescendo profissionalmente a cada dia e tudo isso na minha área. Profissionalmente posso dizer que hoje estou bem e aprendendo cada vez mais, ou seja, já risquei (no bom sentido) isso da minha lista.


Como questões familiares são muito pessoais prefiro não comentar aqui por uma questão de privacidade, mas posso dizer que amo minha família e sei que os obstáculos da vida estão ali para serem superados e para nos unir e nos fortalecer cada vez mais. Não sou muito de pedir, prefiro agradecer a Deus por tudo o que eu tenho, só peço que dê saúde e proteção a minha família, o que inclui meus amigos que também fazem parte dela.


Minha vida afetiva... Solteiro sim, sozinho nunca! Adoro minha vida como ela é, não tenho ninguém e não sou de ninguém, essa coisa de ficar construindo a imagem da pessoa perfeita pra mim é balela. Lembrem-se, quem escolhe muito acaba sendo escolhido, então vou vivendo a minha vida até que seja escolhido, por enquanto aproveito do meu jeito e como me convém. Adoro minha vida de solteiro! Sou jovem e tenho muita coisa para viver ainda, quero me dar a oportunidade de ter uma juventude mais longa, afinal, o que eu vou contar para os meu netos?


Ainda tenho mais um ano de estudos pela frente, trabalhar e estudar cansa, estressa, deixa a gente só o pó, mas alguém tem que ser o futuro desse país e pra quem já agüentou quatro anos um ano mais não vai ser tão difícil assim. Vou me dedicar mais e quero que isso não seja só uma promessa de universitário, mas prometo fazer o possível para que isso realmente aconteça.


Na busca incessante de sempre melhorar quero ter a paciência de Jó ainda que seja muito, mas muito difícil em certas ocasiões, mas um dia eu chego lá. Quero ser mais tolerante com algumas pessoas, nisso eu já melhorei bastante, fazer mais amigos, tocar O Boteco, pois a freguesia vem com o tempo. Viajar mais, me ausentar menos, ser mais responsável, saber entender os erros alheios e sempre colocar na minha cabeça que aceitar é muito diferente concordar e dar valor ao que é intangível continua sendo um dos meus principais valores. Acho que o futuro é Deus quem cria o caminho que nos leva a ele cabe a nós construir. É... e vamos nessa!



Até mais!



PS: Encontrei esta imagem que traduz exatamente o que eu quis dizer quando falava de destino.

Escrito por Ed às 14h06
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08/02/2007


 

A educação no Brasil é a pior em dez anos segundo avaliação do ENEM.

X

Aluna de 15 anos é presa por matar aula na Alemanha.

 

Que contraste, não?

Hoje vindo trabalhar li essas duas matérias no jornal e fiquei pensando como vivemos tantas realidades diferentes. O Governo diz que o número de alunos matriculados no ensino fundamental aumentou bastante nos últimos dez anos, mas parece que a galera não anda aprendendo nada, mesmo como tanta gente “freqüentando” às aulas!

Estudei em colégio público, municipal e estadual, posso dizer que aprendi bastante, principalmente no ensino médio, pois tive que reaprender muitas coisas que deveria ter aprendido quando ainda estava no ensino fundamental. Os colégios onde estudei eram bons, ambos tradicionais e com mais de meio século conservando alguns padrões da época em que o ensino no Brasil era comparado ao de muitos países hoje desenvolvidos.

Sempre tive dificuldades com tudo envolve números, sempre ficava pendurado em Física e Matemática, mas graças a Santa HP 12C eu aprendi muitos macetes para contornar essa situação quando entrei na faculdade. Minha professora de Matemática no colégio não tinha muita paciência, acho que ela não gostava de crianças, pois dava aula com aquele humor britânico e eu tinha até medo de tirar dúvidas com ela, pra falar a verdade eu acho que ela era lésbica ou mal amada, ela tinha um jeito muito esquisito. Se estressava a toa, tratava a gente como um bando de bois como aqueles gritos histéricos de cala boca e silêncio. Ela era bem velha, não tinha formação superior, se formou no Magistério que hoje nem existe mais e veio de uma época em que o cargo máximo que uma mulher poderia ocupar era de professora. Totalmente despreparada e mal paga, além daquele humor maravilhoso.

Nos anos seguintes eu tive muita dificuldade para acompanhar o resto da classe, não entendia nada e em casa minha mãe sambava pra me ajudar a fazer a lição de casa. Fui aprender matemática mesmo quando fui para o colegial e também tive muitos colegas com paciência de Jó para me explicar o que eu não entendia.

Eu tento não ser pessimista, mas vivendo num país como o nosso eu já não me surpreendo com esse tipo de notícia, só lamento. Penso que uma coisa leva a outra e acho que essa situação não vai mudar tão cedo. Minha mãe sempre fez de tudo para que eu estudasse, hoje sou universitário na reta final e contando os dias pra me formar, já penso na minha pós e logo mais em alguns cursos de especialização. Tive a oportunidade de estudar, aliás, esse é um direito que eu tenho, mas soube aproveitar essa direito com incentivo da minha família. Daí surge outra pergunta, há desemprego no Brasil ou faltam profissionais qualificados e capacitados? Eu fico com a segunda opção. Aqui em São Paulo isso é uma coisa claramente notada, geralmente quem está desempregado não completou os estudos, muitos são analfabetos funcionais ou “semiburros”, com perdão da palavra, mas é o que ouvi de um senhor de 45 anos que era metalúrgico e não conseguia emprego. Ele disse:

- Trabalhei por mais de 25 anos fazendo a mesma coisa, estudei só até a 4ª série, mas tive que para de estudar para ajudar a minha família e logo depois vim pra São Paulo ganhar a vida, hoje estou desempregado, velho e ainda me chamam de analfabeto funcional uma palavra bonita para não dizer que eu sou semiburro.

É por isso que eu digo, se eu for esperar a boa vontade do Governo eu vou esperar MUITO! Enquanto não se investir pesado em educação seremos cada vez mais burros, cada vez mais alienados e nada via mudar. Pode ser chato e um pé no saco às vezes, mas ESTUDEM e garantam esse direito aos teus filhos e os incentivem além tudo! Vale a pena com certeza.

 

Abraços,

Escrito por Ed às 10h21
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05/02/2007


Enquanto isso...

 

O Boteco já está quase pronto, ainda preciso organizar algumas coisas, minha prioridade que agora é a lista de favoritos e olha que não vai ser pequena.

Ontem vi no Caravela Brasileira da minha amiga Maíra um jogo bem legal, participei da brincadeira e daqui darei continuidade. Quem ficou curioso para saber como funciona é só ler as instruções abaixo.

 

Deixe um comentário e eu:

 

1) Te direi porque visito teu blog (se não tiver visitado, eu pulo essa);

2) Te direi algum fato que me faca lembrar de você;

3) Te falarei o que lembro de quando te conheci pela primeira vez;

4) Vou te associar a um animal/fruta;

5) Perguntar algo que sempre quis saber sobre você;

6) E como resposta, você precisa postar isso no seu blog!

 

PS:Respostas somente por e-mail!

 

Até mais,

 

 

Escrito por Ed às 00h35
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01/02/2007


Correria!

 

Volte e meia volver e por três vezes eu tentei escrever aqui durante a semana, mas não consegui.

Semana que vem volto às aulas, à rotina, mais trabalho, mas trânsito, às probas e muita mais, além disso. E de fato começo 2007.  O “boteco” já está quase pronto, mas não consigo parar por meia hora sequer para ajustar uma coisa ou outras, tenho me dedicado cada vez menos.

Novidades? Acho que nenhuma, a partir de segunda vou tentar escrever à noite, pensei seriamente em mais uma vez fechar “boteco” por tempo indeterminado, mas dessa vez vou ser insistente. Gosto de escrever e sou brasileiro, blogueiro e não desisto, porém o tempo tem sido o “vírus” que anda a me atrapalhar. Nunca pensei que um dia diria isso, mas não tenho tido tempo pra nada e assim vou tentando...

 

Volto já!

 

Abraço a todos e obrigado pelos comentários.

Escrito por Ed às 09h13
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16/01/2007


Xiii



Muita correria e pouco tempo, como sempre, nem parece que estou de férias da faculdade, mas já imagino como será quando voltarem às aulas.
Comecei o ano de “emprego” novo... Na verdade a empresa onde trabalho mudou e agora estamos em outra cidade aqui pertinho de São Paulo. Claro que ficou mais longe, mas não tão longe assim.
Enfim, tenho trabalhado bastante e me cansado bastante também, por um lado é bom porque a hora passa voando, eu mal tomo café da manhã e já estão me chamando pro almoço, mas por outro lado parece que falta tempo e por isso o trabalho vai acumulando e aí já sabe, se vira nos 30!
Uma coisa muita estranha anda acontecendo comigo, trabalho com marketing e vendas internacionais, mais com marketing voltado para os clientes da América Latina e por isso é espanhol o dia todo. Além das várias outras coisas, sou eu quem faz a tradução dos folhetos (folders) destinado aos clientes de língua espanhola e às vezes isso pode levar alguns dias e eu ali “non stop” firme e forte "traduciendo todo".
Outro dia tive que redigir um texto em português e quando o revisei percebi que tinha não só um, mas vários erros. Troco S por C, M por N e por aí vai... Quando eu estou muito concentrado num trabalho eu penso em espanhol e quando não estou pensando eu ouço o colega do lado falando em espanhol com os clientes, isso me persegue! Sabendo que os dois idiomas são muito parecidos na escrita eu até entendo essa confusão que meu cérebro anda fazendo quando escrevo, mas agora estou mais atento quando redijo algo em português, mesmo que de vez quando me escape uma letra ou outra, portanto se tiver algum erra por aqui mereço um desconto, vai!
E é isso aí, vim aqui só pra não perder o hábito e poder escrever um pouco, mas vou indo porque mesmo em casa eu estou trabalhando e nem preciso dizer que estou traduzindo nada, não é?

Rapidinha


Vamos falar do clima, típico assunto de elevador... Pois bem, calor e sol de dia, frio e céu limpo à noite. É verão ou não é? Me diz quem é esse tal de Aquecimento Global que eu vou dar uns cascudos nele!



¡Adiós y saludos a todos!

Escrito por Ed às 21h14
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05/01/2007


Dilúvios de Verão

 

Como acontece em todos os anos, as chuvas de verão vieram com toda força e já causaram estragos pelo país.

Aqui no Sudeste, principalmente no Rio e em Minas, 29 pessoas morreram por conseqüência das chuvas, 228 desabrigados e 5.981 estão desalojadas. Em Minas chove há mais de três dias, 62 cidades estão isoladas e há muitas inundações e estradas destruídas pela correnteza dos rios e pelas enxurradas.

São Pedro por enquanto está sendo generoso como os paulistanos, chove todos os dias desde véspera do ano novo, mas até agora só foram registrados pontos de alagamentos em alguns bairros sem grandes transtornos além do trânsito, digamos que é algo “relevante” para quem está acostumado com os dilúvios que chegam à cidade com o verão.

Ontem a previsão informou que hoje vai chover em todo o país, exceto no Nordeste, e que o tempo seguirá instável pelos próximos dias.

Muitas pessoas morrem todos os anos por causa das chuvas, principalmente aquelas que vivem em áreas de risco como nas encostas e aquelas que vivem em lugares que sempre alagam. Expostas à água contaminada e a doenças como leptospirose ou hepatite, algumas famílias são retiradas de suas casas por medida de segurança, mas acabam voltando quando o verão acaba e as chuvas vão embora.

Nada é feito para que isso não se repita, pois sem opção essas famílias são obrigadas a voltar por não terem condições de viver em outro lugar se arriscando mais uma vez estando à mercê da sorte quando volta a chover.

Volto a repetir que o problema das enchentes tem solução, mas falta vontade política e que as pessoas deixem de ser passivas e reclamem seus direitos exigindo soluções por parte do Governo.

Claro que não há como deter a natureza, mas geralmente o volume d’água que cai por aqui seria facilmente escoado se os bueiros não estivessem cheios de lixo e se parassem de jogar lixos por aí.

Na tarde de 24 de maio de 2005 houve um temporal com fortes ventos em São Paulo que causou muitos estragos, choveu tanto que a cidade registrou recordes de volume d’água, de alagamentos e de trânsito. Linhas de trem, de metrô e túneis foram interditados, pessoas morreram e a cidade parou. Neste dia cidades do Interior foram atingidas por um tornado categoria F3 que devastou parcialmente algumas cidades. Em Indaiatuba foi decretado estado de calamidade pública, ao todo 15 cidades foram atingidas por ventos entre 250 e 330 km/h somando um prejuízo de R$ 97 milhões. Não houve mortes.

Agora só espero que São Pedro dê uma trégua e mande um pouco de sol para aquecer 2007 que ainda não teve um dia de sol por aqui.

 

Até mais,

 

PS: Quem se interessar pelo assunto aí estão as fontes, é possível ver o vídeo do tornado em Indaiatuba (SP) e saber mais sobre o furacão Catarina (SC) e o ciclone no Sul do ES.

 

http://www4.climatempo.com.br/ct/arquivo.php#WIN

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u109410.shtml

 

 

Escrito por Ed às 16h13
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03/01/2007


E Que Venha 2007

 

Primeira postagem de 2007, então vamos falar de como foi o ano velho já que estamos no novo. Depois de um ano estressante e corrido nada mais justo que férias e um bom canto para não fazer nada.

Destino: Um vilarejo bem no pé da serra, com mar de quintal, mangue, um maciço de pedras, dunas e o rio Una fazendo parte da paisagem. Conseguimos fugir da agitação do Litoral Sul estando nele mesmo, isso até iniciou uma discussão, pois houve gente que bateu o pé dizendo que estávamos no Litoral Norte. Noções de direção à parte...

O lugar está num parque estadual, área de preservação ambiental protegida por lei e tem difícil acesso, no começo até parece fácil, mas vai complicando quando começa a estrada de terra montanha adentro que tivemos que percorrer durante algumas horas até a vila. Paramos um pouco para descansar e pude notar a beleza do lugar, os pontos mais altos das montanhas cobertas pela neblina além das cocheiras e da serra, as fotos acima são uma prévia da paisagem local e para que todos saibam que o Estado de São Paulo não deixa a desejar quando o quesito é praia, depois dessa viagem pude comprovar isso, há praias aqui tão bonitas quanto esta.

Viajamos com a intenção de acampar, mas tivemos a sorte de encontrar dois quartos com banheiro e água quente naquele fim de mundo paradisíaco. Na frente do acampamento tem um pequeno restaurante que serve comida, claro que a da minha mãe é bem melhor, mas não posso me queixar, pois comemos bem e até fizemos churrasco no dia 31 com direito a arroz e tudo mais.

De noite o céu estava nublado, não estava frio nem calor e pela primeira vez na minha vida fui à praia à noite e vi o mar na penumbra, porque mesmo com o tempo ruim eu podia ver a lua entre as nuvens. Dizem que quando o céu está limpo o mar fica lindo refletindo a luz da lua. Lá na vila é proibido construir e por isso é quase escuro à noite, ficando acesas somente as luzes dos acampamentos e das poucas bodegas que se vê por lá.

Meu amigo perdeu a carteira e ficamos preocupados, mas para nossa surpresa alguém que estava no acampamento vizinho achou a carteira e anunciou que havia encontrado, parece que tinha quarenta reais e quando devolveram só tinha vinte. Faz de conta que os vinte reais que sumiram foi a recompensa por ter achado e devolvido a carteira, gostei da atitude e da consciência, sinal de que quem vai lá é gente de bem.

Meia-noite, todos na praia naquela escuridão e os poucos, porém bonitos fogos iluminavam a praia quando o novo ano chegou, um mistura de alegria e euforia vendo os fogos explodirem no céu e pelo cenário que era demais. Só sei que posso dizer que passei o ano novo bem, entre amigos e que foi com certeza inesquecível. Quero voltar lá em breve e mais vezes, é bom saber que ainda existem lugares assim e são nestes lugares que temos a certeza de que Deus existe, pois só ele seria capaz de fazer tamanha maravilha. E começamos assim mais ano... Que venha 2007!

 

Abraço a todos!

Escrito por Ed às 12h11
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26/12/2006


Post Pós-Natalino

 

23 de dezembro e deixo tudo pra última hora como sempre, saí pra comprar algumas coisas que não davam pra ficar sem comprar na antevéspera do Natal. Tudo bem, até que estava transitável e apesar do estresse que é sair com a minha mãe e meu irmão de dois anos, eu consegui fazer o que tinha que ser feito.

À tarde um misto quente, sofá e TV, choveu bastante e nada melhor que tirar um cochilo ouvindo o barulho da chuva. Acordei pra ajudar a minha mãe a se vestir de Papai Noel, todo ano ela faz isso e eu também ajudo na distribuição dos presentes. Nada melhor que ver a expressão de felicidade estampada no resto das crianças.

Passei o Natal em família, minha mãe fez uma torta de limão que estava uma delícia, mas tinha bastante coisa gostosa pra comer, além disso. Troca de presentes, oração antes da meia-noite, ceia e aquelas coisas de sempre. Confesso que ao passar dos anos o espírito Natalino meio que foi adormecendo dentro de mim. Já não me empolgo mais como antigamente, talvez pelo fato de já não passar em família, com meus irmãos, pai e mãe, mas Natal sempre é Natal, qualquer que seja o seu sentimento.

Lembro que quando meus pais ainda eram casados e vivíamos juntos, nessa época de Natal a gente ajudava a minha mãe decorar a árvore e também perdurávamos as meias na janela, já que não tinha lareira. Eu acreditava fielmente em Papai Noel, dormia na esperança de acordar pra vê-lo, e quando acordávamos lá estava o nosso presente, às vezes até dinheiro ele deixava. Eu ficava triste por não tê-lo visto, mas feliz pelo presente que ele sempre me deixava e é esta lembrança infantil e muito boa que eu tento guardar, o Natal aos olhos de uma criança que crê e vive num mundo feliz e colorido.

Ontem foi churrasco com os amigos, muita música, muita conversa e aquelas coisas de praxe que se faz em churrascos. O assunto principal era onde vamos passar o Ano Novo. O fato é que praia foi o lugar eleito democraticamente e unanimemente por todos, mas a forma ainda não está definida. Casa ou acampamento? Casa é normal, mas acampamento seria diferente, além do tempo que está ótimo pra acampar.

Têm vários lugares bacanas e com estrutura (estacionamento, banheiro, guarda-volumes e etc) e não fica muito longe daqui. A única coisa que foi definida é que vamos passar entre amigos e em alguma praia tranqüila, sem aquela coisa de povão no meio da areia pulando as sete ondas, sem falar nas oferendas que o povo joga no mar, mas que acaba voltando pra praia com as ondas.

E é isso aí... Pretendo voltar aqui ainda esta semana pra fazer o balanço do ano que passou, volto também pra desejar Feliz Ano Novo a todos.

 

Até mais!

Escrito por Ed às 10h58
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21/12/2006


Ela tem um ano e alguns meses e é a mais esperta que eu já vi, apesar de ainda não falar muito bem, se expressa melhor o meu irmãozinho de quase três anos.

Ela sentou e ficou quietinha enquanto seu pai fechava o carrinho e quando percebeu que eu a observava ela riu pra mim e tentou se levantar. Meu Deus, ela pode cair então peguei naquela mãozinha minúscula e a coloquei sentada de novo. Puxei assunto com seu pai.

- Como se chama essa coisinha linda?

- Iara Cristal

- Que bonito nome, faz jus a ela, parabéns! É tua filha?

- Sim

- Quantos anos ela tem?

- Um ano e cinco.

- Nossa!

Percebi que ele não era brasileiro, pelos traços parecia ser chileno, peruano ou boliviano.

- Não, não, sou do Uruguaio

Putz meu, não acerto uma... Mas tudo bem. Continuamos a conversar e ele me perguntou se eu falava espanhol, respondi que sim e conversamos durante uns 20 minutos.

Mora no bairro, trabalha com artesanías, ou simplesmente artesanato, ele fala pra Iara:

- Hija, ¿dime en dónde está el collar?

E ela fazia sinal com a mão apontando pro pescoço.

- Hija mía, ¿dónde están los aritos de Iara?

E ela ria e gesticulava…

- ¿Estás yendo al Centro?

- No, no. Trabajo muy cerca de aquí, ¿y tú?

- Vendo mis artesanías por aquí pero voy al Centro porque tengo que recibir una grana.

- ¡Oye! Ahí viene y está vacío, ¡tómalo!

- Ah sí… Verdad… Me voy, gracias por la charla, sos muy simpático, vivo en la calle bajo el puesto policial, ¡nos vemos y Feliz Navidad!

- ¡Gracias! Vivo en esta calle a la izquierda. Espero que la pases muy bien con tu hija, ¡Feliz Navidad!

 

Que coisa…

 

Música do dia: Geraldo Vandré – Para Não Dizer Que Não Falei das Flores

 

 

 

 

Escrito por Ed às 12h16
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20/12/2006


 

Dia quente e abafado e chegou a 33°C, mal pude ficar na minha sala que por sinal está com ar-condicionado quebrado e nem a ventilação está funcionando. À tarde como era esperado o tempo fechou, choveu e ventou bastante, mas depois da chuva a bonança e à noite, mesmo chovendo esporadicamente, estava quente e convidativa. Hoje quando acordei e vi pela janela aquele céu azul sem nenhuma nuvem fiquei bem humorado e até vim mais largado trabalhar, jeans, tênis e camiseta. Dane-se! Não é proibido e faltam apenas dois dias para eu sair de férias. Tomo o ônibus, está calor, observo o pessoal e vejo um rapaz com os traços indígenas provavelmente indo trabalhar. Não é normal ver índios aqui, mas foi interessante... Sabia que aqui em São Paulo existem tribos indígenas? Pois é, e sabia que até meados do século XVIII falava-se o tupi em grande parte da área colonizada e até os portugueses aprenderam o idioma que era utilizado no comércio e na catequização dos nativos? E por quê é feriado no Dia da Consciência Negra, mas no Dia do Índio não? Ambos viveram praticamente a mesma história, senão exatamente a mesma e se um tal de Marquês de Pombal não tivesse proibido o tupi nas Capitanias ainda o falaríamos. Bom, o verão começa amanhã e pelo que vejo não vou usar minhas blusas por um bom tempo, espero.

Fato: uma vez comentei com uma amiga polaca que no Brasil muitas pessoas costumam passar o ano novo na praia. Ela me disse que isso é exótico e tropical e eu disse a ela que exótico para mim seria passar o ano novo à -15°C com uma penca de roupas, nevando e na Polônia. Que coisa, não?

Vou ficando por aqui...

 

Até mais!

 

Música de hoje: Orishas – Soy de Cuba

Escrito por Ed às 10h26
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14/12/2006


 

Hoje me dei conta de que o fim do ano está chegando e ainda não fiz quase nada do que tinha que fazer. Lugares lotados não me atraem, odeio ficar no meio do alvoroço sendo esbarrado por sacolas e levando pisadas no meu pé, mas não tenho escapatória e vou ter que sair para comprar algumas coisas até domingo.

Ontem à noite fui jogar boliche, cheguei bem cedo, fiz a reserva da pista e fiquei esperando o pessoal chegar. Fazia tempo que eu não jogava e a gente se divertiu tanto que a hora passou e nem percebemos, amanheci com o braço dolorido, afinal de contas tive que ralar para conseguir vencer três rodadas. Cervejas, batatas fritas, pinos, bolas e muita risada... Nada melhor que sair e se distrair um pouco para quebrar o estresse semanal e que venha sexta!

 

 

Planos para janeiro: Juquitiba é um município que fica aqui do lado de São Paulo e quem gosta de esportes radicais estará no lugar certo. O rio Juquiá, que passa pelo município, tem fortes correntezas e ótimo para o que pratica rafting.

Não é à toa que Juquitiba recebeu o campeonato nacional de rafting e eu estou pensando seriamente ir até lá num fim de semana em janeiro, mas antes disso preciso fazer o balanço do ano que passou, porém vou deixar isso para próxima vez que eu voltar aqui.

 

Até mais!

 

Música de hoje: Incubus - Stellar

 

Escrito por Ed às 16h58
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11/12/2006


Festinha

 

Novidades à vista! Apenas alguns dias mais e estarei de férias “total” e sem interferências.

Ir às compras? A essa altura já desisti e não estou disposto a mudar de idéia, depois do que vi no fim de semana fiquei totalmente desanimado e pretendo não sair por aí, ando sem paciência e não quero me estressar. Até porque comprar não é meu passa tempo favorito, nem que seja por necessidade.

 

Sábado à tarde saí com os clientes da África do Sul, aquela coisa da política de boas-vindas e tal... Os caras nunca tinham vindo ao Brasil e fui dar um volta pela cidade com eles. Almoçamos feijoada (eles gostaram muito) e saímos...

Destino: 25 de março, a rua também é famosa em terras africanas e ambos queriam comprar celulares, câmeras e essas quinquilharias que são mais baratas aqui e que os gringos acharam uma maravilha de oferta. Eu já havia avisado do inferno na terra que é a 25 nessa época do ano e nem os milhares de pessoas que estavam lá naquele sábado os intimidaram, apesar de eles preferirem ir direto à Santa Ifigênia e olhar a 25 só de longe parecendo mais um mar de gente. Um deles nunca havia andado de metrô, ficou todo preocupado me perguntando se era perigoso e quais eram as precauções que eles tinham que tomar e tive de explicar:

 

- Don’t worry men, we gotta a good subway system, clean, fast and almost 100% safe. One of better in the world.

- Oh yea? I didn’t know!

- Trust me, you’ll see.

 

E realmente eles viram que o metrô aqui é bom e me fizeram pagar o maior mico tirando fotos dentro da estação e dentro do metrô, eles até filmaram. Acho que as pessoas também pensaram que eu era gringo, mas tudo bem, tudo pela política de boa vizinhança.

Eu estava cansado de andar pra cima e pra baixo de metrô e táxi, tava quase dando “game over” quando eles decidiram voltar ao hotel (aleluia!), e pra ser simpático perguntei:

 

- Did you enjoy the tour?

- Oh yeah! (sempre respondiam com oh yeah antes de começar qualquer frase) If you want tomorrow we can leave again, I need to buy some gifts to my family and my friends.

- Sure (God! I can’t take anymore), call me and we’ll leave once again (não me liguem! não me liguem!).

 

Ainda bem que eles não me ligaram… Enfim, andei pra caramba, os gringos saíram felizes e ainda virão à famosa e típica “festinha de fim de ano” da empresa para se integrar. Aí já viu, né?

Caipirinha... Samba... Churrasco... Mulheres... Embriaguês... Você de ressaca no dia seguinte, os vários comentários maldosos que fizeram acerca de sua pessoa e você dançando na boquinha da garrafa e a dança da cordinha naquelas fotos que tiraram e sem saber com que cara vai chegar na empresa segunda-feira. Coisas da vida... Ah, sem falar no famoso trenzinho que é péssimo, mas eu que rio muito quando eu vejo.

Eu particularmente acho as festas de fim de ano muito interessantes, além de rir bastante com as situações ridículas dos outros (que maldoso eu sou). Eu conheço bastante gente que só converso por telefone ou que nunca tive de oportunidade de conversar antes. A princípio, o começo da festa realmente é uma confraternização, o que vem depois é faz parte e é divertido com certeza.

Aqui nessa empresa será minha primeira festa, eu procuro não me exceder, mas também não dou uma de anti-social, modero pra não chamar atenção e converso com maior número de pessoas possíveis. Network é tudo hoje em dia. Vou ficando por aqui, depois volto pra contar como foi a festinha hilariante.

 

PS: Tirei os pontos do queixo, ainda bem que a cicatriz ficou pequena e quase imperceptível. Tô pronto pra outra! rs

Escrito por Ed às 09h46
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04/12/2006


Maré de Azar



Parece que ultimamente a sorte não quer papo comigo, de três dias para cá as coisas vêm querendo dar errado, mas eu tô tentando contornar a situação.
Tudo começou na sexta, pra ser mais exato quando eu peguei a minha prova de Estatística antes de começar. Me deu vontade de rir, pois caiu tudo o que eu não estudei. Durante alguns segundos pensei em deixá-la em branco, assinar e ir embora cabisbaixo, mas resolvi tentar. Apertei o cérebro e fiz três dos quatro exercícios e saí de lá não muito confiante.
Pois bem, sábado tudo correria perfeitamente não fosse o bendito computador dar pau e eu perder todas a minhas apostilas em PDF com a matéria da prova de hoje. Não consegui estudar, mas por sorte fui bem mesmo não tendo estudado.
Ontem quando estava entrando na portaria do prédio me desequilibrei e pisei em falso tropeçando na barra da minha calça. Tentei me apoiar pra não cair, mas não deu certo, tudo foi muito rápido e acabei caindo sobre o meu braço direito. Levantei meio desnorteado e meu amigo me olhava com aquela cara de assustado dizendo que eu tinha “apagado” por um tempo. Pensei que só tivesse me ralado, mas quando me dei conta, a coisa tava mais séria.
Resumindo a história e sem mencionar os detalhes sórdidos, quando caí eu apaguei por alguns segundos, caí de cara no chão, ou melhor, de queixo na quina de mármore que me rendeu um belo e profundo corte. Joelhos e dedos ralados, um braço com tala e um pulso aberto e dolorido. Meu maxilar também está dolorido e levei quatro pontos no queixo. Como consegui fazer isso numa queda? Também estou tentando descobrir. Como diz a minha avó, me arrebentei todo!
Hoje o mundo desabou novamente em São Paulo, choveu muito e novamente o caos na cidade. Faltou energia e fiquei um tempão esperando a água da rua abaixar para que eu pudesse ir para faculdade e nem se eu quisesse eu poderia faltar porque tive prova hoje.
Saí por volta de cinco da tarde e consegui chegar lá por volta das sete da noite, normalmente levo 20 minutos do serviço para faculdade, um trânsito infinito! Cheguei a tempo, todo encharcado, mas fiz a prova.
Acabo de chegar e no hall dos elevadores o vizinho me diz que houve um vazamento de água no prédio e todos os apartamentos terminados em três estavam prejudicados.
A chuva chegou com tanta força que empurrou a água pra baixo fazendo muita pressão nos canos de escoamento. Como a pressão era muita a água quis sair pelos lados e vazou nos banheiros dos apartamentos. Só sei que os apartamentos de baixo tiveram os canos danificados e a força da água destruiu o forro de gesso dos banheiros de muitos moradores. Como eu moro no penúltimo andar a água não deixou nenhum estrago por aqui, ainda bem!
Será que eu ando azarado? Eu hein... Vou me benzer, jogar sal grosso e fazer a dança da chuva pra ver se essa maré de azar passa logo. Opa, dança da chuva não, chover mais é impossíve!
Ah... Não posso esquecer... Obrigado por todo os comentários, fiquei muito contente de verdade. Acho que nunca em toda breve e já contada vida desde Blog eu recebi tantos comentários.
Obrigado mesmo!

Tchau

Escrito por Ed às 23h36
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