Poplog


13/06/2005


 

Sexta-feira passada eu fui ao dentista à última consulta antes da curetagem que eu vou fazer no fim do mês. Para quem tem medo de dentista isso é tudo mito, é indolor, rápido e de fácil recuperação, tirei todas as minhas dúvidas com a dentista.

 

O que acontece é que eu sou uma pessoa sem sorte mesmo, a história é longa, mas eu vou resumi-la.

 

Bom, há muito tempo atrás eu fiz um canal no dente perto do siso, fiquei quase três meses indo toda semana ao dentista para tratar do dente doente. Fim do tratamento, ótimo! Comia normalmente, o dente ali feliz sem doer e impecável.

 

Passada uma semana eu noto algo estranho na minha boca, mais precisamente na gengiva bem acima do dente que havia sido tratado. Olho, olho e olho e nem dei importância porque não doía. Assim como muitas pessoas eu não tenho o hábito de ir ao dentista periodicamente como deveria ser e depois de alguns anos eu resolvi marcar uma consulta para ver como andava minha saúde bucal. Fui ao consultório, a dentista olha os meus lindos 36 (de acordo com ela) dentes, limpeza, arruma uma restauração aqui, outra ali... Eu comentei com ela sobre aquela coisa estranha que tinha nascido encima do meu dente, como se fosse uma acne, mas acne na gengiva Doutora? Vamos dar uma olhadinha – todos os dentistas têm mania de falar tudo no diminutivo como olhadinha, boquinha, picadinha, pouquinho e por aí vai.

 

Bem, ela olha é acha muito estranho, tiramos uma radiografia do local e ela ficou analisando o meu dente com uma cara estranha.

 

Simplesmente ela pega uma agulhinha e enfiou bem naquela coisa anormal que tinha na minha gengiva a sangue frio, e pior, eu não senti dor alguma! A agulha com mais ou menos uns três centímetros pelo que eu vi e eu não senti absolutamente nada!

 

Ela me explicou tudo nos mínimos detalhes, que o E.T. que eu gerava na minha gengiva era uma fístula, e que o canal que fizeram no meu pobre dente doente tinha um foco de bactérias não sei das quantas que eu não entendi direito.

 

A essa altura eu estava imaginando o que era uma fístula, será que esse é o nome do alienígena que está ali? É uma alienígena menina? Qual é o feminino de alienígena? Pelo nome eu acho que sim... Que coisa!

Peço uma explicação, ela explica que a dita cuja é um canal natural que o corpo criou para expelir sangue ou pus que vinha do foco de bactérias alienígenas que invadiram meu pobre dente.

 

E assim foi...

 

Voltando ao assunto, vou ter que fazer a curetagem para eliminar este foco de bactérias marcianas que estão no meu dente e depois disso a rainha dos alienígenas, a fístula, sumirá de vez porque vai ser abduzida pelo capitão gaze e pelo Mister Listerine conseqüentemente e meu pobre dente voltará a ser feliz.

 

Fim!

 

 

 

É cada coisa que me acontece... Eu não tenho sorte!

 

 

 

Boa semana!

Escrito por Ed às 09h46
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07/06/2005


Continuo sem coragem para postar, mas tentemos...

 

Ontem eu me dei conta de que definitivamente eu não sei fingir. Tivemos que apresentar um seminário sobre currículo na faculdade e eu, claro, também teria que falar no microfone (odeio isso) durante a apresentação do seminário.

 

Não foi a primeira vez que eu tive que falar em público, mas me incomoda saber que todos estão prestando atenção em mim enquanto falo e isso me causa tremedeiras, gagueira, suadeira e mais um monte de eiras, mas eu pensava que era só imaginar que não tinha ninguém e ali e pronto, me apresentava, a galera aplaudia e o grupo e ficaria feliz. Isso havia dado certo das outras vezes.

 

Lá fui eu, subi, peguei o microfone e... Alguém do último grupo havia desligado o microfone, putz! Merda, lá fui eu de novo...

 

Meu colega me ajuda a conectar o microfone e o bendito ligou. Posso começar professora? Ela me olha com uma cara de poucos amigos e não me responde.

 

Respiro e começo a ler e logo vem a primeira gaguejada. Opa, perdão! Tomo fôlego e prossigo. Notei que não estava lendo o que estava escrito e sim deduzindo as palavras que eu não conseguia ler. Detalhe - eu mesmo fiz o trabalho. Maldito nervosismo! Por que eu não segui o conselho da professora que havia nos recomendado ler livros sobre como falar em público?

 

Sigo lendo e vem a segunda gaguejada, bosta! Paro por alguns segundos e continuo lendo.

 

Ufa! Termino, senti que perdi uns três quilos lendo apenas durante três minutinhos. Quando percebi, estava com a cabeça meio baixa e meio de lado também, tipo, querendo me esconder. Tomo postura, sinto meu rosto quente e dou uma panorâmica na sala. Meu Deus, todos estão olhando para gente! Puxo assunto com a colega do lado para descontrair um pouco, ela riu, eu ri e o colega que estava no fundo da sala também riu. Rimos! Me deu crise de riso... Consegui disfarçar, olho para frente e a professora novamente faz cara de poucos amigos para mim. O grupo segue lendo, e eu rindo disfarçadamente. O colega que lê se empolga quando chega a sua vez e começa um discurso político de como elaborar um currículo. Tínhamos dez minutos para apresentar o trabalho e algumas pessoas para ler suas respectivas partes, a essa altura havia passado alguns minutos, mas por sorte ele finalizaria o trabalho. A professora olha mais uma vez com aquela cara de poucos amigos para mim e bate no relógio gesticulando que o tempo havia acabado.

 

Falo baixo no ouvido do Ilmo. Presidente: Meu, dez minutos resume logo isso aí!

 

Fidel Castro termina seu breve discurso de algumas horas e descemos finalizamos o seminário.

 

Escrito por Ed às 16h34
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03/06/2005


Enfim Sexta!

 

Sexta para mim é um dia sagrado por vários motivos entre o quais estão:

 

Saio mais cedo do trabalho

Chego cedo para aula

Saio mais cedo da faculdade

Tomo uma gelada com os amigos

Sei que sábado posso acordar mais tarde

Sei que vou ter dois dias de folga

 

E porque sexta-feira é sexta-feira mesmo, depois do sábado, é o melhor dia da semana.

Uma semana sem grandes novidades, só mais uma semana normal num mês normal.

 

Abraços,

Escrito por Ed às 10h30
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