Poplog


10/11/2006


 

Está tudo muito quieto e a poeira está abaixando, mas vira e mexe ainda bate aquela sensação ruim, um desconforto, melhor dizendo uma chateação misturada a outro sentimento indescritível.

Hoje acordei às 05h30 da manhã, senti que o dia estava depressivo e bastou olhar pela janela para confirmar o que eu já havia deduzido. Fazia 12 °C e as ruas estavam molhadas, o que indicava que a madrugada foi fria e chuvosa como dizia a previsão do tempo (às vezes até que eles acertam), tudo que não combina para uma sexta-feira, tampouco para o mês de novembro que já costuma dar uma prévia do verão a estas alturas.

Do 12º andar eu via o cinza do céu se confundir com o afasto e a paisagem que estava ali no meio termo.

Dizem que São Paulo é uma das cidades com menor incidência de sol no Brasil e eu não tenho dúvida disso. É estranho ter as quatro estações do ano em um mês e não às vezes num dia.

Todo bom paulistano leva consigo óculos escuros, uma blusa e um guarda-chuva, claro, ainda mais nessa época de primavera quando saímos de manhã com uma blusa para enfrentar o friozinho chato e garoa na cara e na hora do almoço temos que arrancar as pencas de roupa por causa do calor abafado que faz à tarde. Aqui o tempo é tão estável quanto à política no Brasil.

Hoje tem happy aqui na empresa, não ia ficar, mas por livre e espontânea pressão resolvi fazer parte da alegria. À noite vou sair com uns amigos aproveitando o embalo do happy vamos à festa de um estúdio, preciso dar uma desligada e me diverti um pouco, coisa que não vai ser difícil depois de algumas cervejas.

Amanhã não sei ainda o que vou fazer, queria ir à Amostra Internacional de Cinema que está acontecendo aqui em São Paulo, mas tenho que recorrer aos amigos cinéfilos disponíveis para ir comigo porque se tem coisa sem graça de fazer é ir sozinho ao cinema.

Não que eu seja um cinéfilo, mas tem muita coisa interessante para ver e se eu não me engano vai a Amostra vai até o final deste mês.

Detalhe – uma das minhas lentes pegou fungo e tive que jogá-las fora, mas para minha sorte ainda havia mais um par no estojo.

Acontece que eu tenho memória de peixe e fiz o favor de esquecer onde as guardei pela última vez. Geralmente costumo tirá-las no banheiro que é o lugar mais adequado para fazer a higiene, mas outro dia o meus olhos ficaram muito irritados e coçavam bastante, pensei que estivesse com conjuntivite e mesmo com os olhos irritados eu não pude tirar as lentes porque não tinha onde guardá-las. Foi quando descobri que uma delas estava com fungos e depois disso sempre trago comigo o pack lens na mochila, caso aconteça algum imprevisto pelo menos tenha onde guardá-las.

Trocando por miúdos... Filme legendado, só com lentes porque senão vou parecer mais mestiço do que já sou tentando ler as legendas.

 

Bom fim de semana!

 

Música de hoje: Beastie Boys - An Open Letter To NYC

 

Escrito por Ed às 10h19
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08/11/2006


Eu Ando Tão Down

 

Ultimamente tenho passado por alguns problemas pessoais que vem me tirando a concentração. Eu sempre procurei (conseguia) separar bem, colegas, amigos, família, trabalho e faculdade, mas chega uma hora que mistura tudo e já não se tem cabeça pra nada.

Sento, ando, vou tomar uma água, fumo um cigarro pra dar uma espairecida e fundamentalmente, penso!

Tento achar soluções, lastimo, fico bravo, me sinto culpado, me sinto vitimado, resmungo, solto a cólera e não saio da estaca zero mais uma vez.

O problema é que cada pessoa vive determinada situação de um jeito, a intensidade que as coisas são vividas por nós são exatamente como nós, são únicas!

Com o tempo aprendi a não fazer comparações com situações semelhantes às minhas, percebi que eram injustas e sem cabimentos e passei a achar que a vida era injusta comigo e com muita gente. Hoje entendo que a vida é igual para todos nós, só que para uns a vida é um caminho sem muitos relevos e quase não há sinuosidade, já para outros a vida é um 500 metros rasos com barreiras de até 10 metros de altura e se não correr você fica pra trás, você é derrotado.

Ontem na hora do intervalo surgiu o assunto sobre “trabalhar e estudar”, se eu pudesse gostaria muito de só poder estudar e ter tempo para fazer mais coisas, além disso, mas eu não me queixo por ter que trabalhar ou porque trabalho e estudo. Gosto da minha “independência”, de ter minha grana e poder dizer que pago meus estudos. Gosto de não ser totalmente dependente da minha mãe, mesmo que não sobre quase nada do que ganho para minhas necessidades básicas como diversão, por exemplo. Mas quando a forca aperta é sempre a ela que eu recorro pra me dar um help quando chega o fim do mês e eu to zerado.

Às vezes faço um balanço de tudo que já consegui, de tudo que já superei e por tudo que já passei e acho que se fosse hoje eu não sei se agiria da mesma forma. Comecei a conversar com a minha mãe sobre o assunto e ela me disse que isso passa, que eu fiquei meio baixo-astral por conta dos roubos inesperados e seguidos e das decepções que tive nos últimos meses. To me sentindo no eixo, por um lado feliz e por outro triste... Não sei como explicar. Os problemas vão passar, se eu não acreditar nisso as minhas palavras não teriam sentido algum.

Tenho mais quatro semanas de aulas na faculdade, isso se eu não ficar de exame em nenhuma matéria, e chegando o fim do ano vou viajar de qualquer maneira. Preciso dar um tempo, me desligar, rir até doer a barriga e simplesmente sair daqui e como a paciência é uma virtude eu tenho que esperar. É a única coisa que eu posso fazer agora, esperar.

 

Até mais!

 

Música de hoje: Janis Joplin  - Summertime

 

*The song could not be another one, I miss you a lot and I hope that we are together again soon. Save a laughs for me.

 

 

 

Escrito por Ed às 09h54
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