
Depois de merecidos quatro dias de descanso e aproveitado bem o feriado volto à rotina de sempre, mas que está por acabar em breve.
Sexta-feira véspera de feriado prolongado e ainda em ritmo de quarta-feira também feriado, esta semana foi estranha, mas interessante.
À tarde quando voltava a casa o termômetro marcava calorosos 35°C, bendita boca que havia reclamado a semana toda do “maravilhoso” clima de São Paulo.
À noite estava quente e eu animado pensando que finalmente teria alguns dias de bermuda e camiseta. Já era madrugada de sexta-feira e como não fomos viajar decidimos fazer alguma coisa por aqui mesmo, eu me desliguei completamente, o termostato marcava 27°C às duas e pouca da madrugada e tudo nos conformes.
Depois dos embalos de sexta à noite e bem descansado levanto de manhã (quase metade do dia) e me deparo com aquela neblina, asfalto molhado e o céu cinza. Mas como? Devo estar sonhando ainda... Enfim, continuo com o pensamento que o clima daqui é tão estável quanto à política deste país.
Deixando este assunto de praxe, curti bem o feriadão, meu time é tetra campeão brasileiro, descansei bastante e a semana começa na terça. Ótimo!
Sem muita coisa que contar continuo na mensagem a seguir falando sobre o transporte aqui em São Paulo, desta vez sobre os trens. O texto está dividido em duas partes.
Trem
Parte I
Com algumas linhas seculares construídas ainda na era do café o sistema de trens de São Paulo é antigo e vem passando por adequação e modernização há dez anos desde que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) assumiu a administração da rede.
Contando com oito linhas e totalizando 83 estações, a rede abrange 22 municípios da Grande São Paulo e Interior ao longo de mais de 250 quilômetros de linhas e está integrado ao metrô e aos coletivos da cidade.
A Linha C que liga o Sul da Capital a Osasco, município a Oeste, passou por uma modernização e é exemplo do que pode ser feito para melhorar a qualidade do transporte.
Esta linha hoje conta com dez novas estações bem planejadas e consideradas modelo, pois contam com acesso para deficientes, elevadores, escadas rolantes, banheiros e pisos especiais para cegos. As estações têm uma arquitetura notável e os trens são limpos, confortáveis, novos, com ar-condicionado e vindos da Alemanha e Espanha.
Há dez anos a situação era outra, os trens eram deploráveis e comparados aos do Rio, até pior creio, velhos, sujos e estações antigas que não ofereciam nenhum tipo de segurança, pois os chamados “surfistas de trem” usavam drogas e cometiam furtos nos vagões além da destruir o patrimônio público, batedores de carteiras também disputavam o espaço com eles. Imagine como era a vida de quem voltava de trem para casa depois de um longo dia de trabalho.
Hoje não há mais surfistas de trem, crimes são cometidos apenas em pequenos trechos das linhas que vão até os municípios mais pobres e violentos, mas se compararmos com dez anos atrás nota-se a grande diferença. Os trens estão sendo reformados um a um assim como as estações e vias que estão sendo readequadas e modernizadas. Exceto a Linha C, nas demais linhas há muitos ambulantes nos vagões, mas o combate ao comércio paralelo nos trens é intenso por parte do dos guardas que trabalham nas estações. Por conta disso, pessoas consomem os produtos que compram ali mesmo e há lixo e sujeira. Agora cabe às pessoas se conscientizarem de que isso é ilegal e que fazendo isso só estarão contribuindo para degradação de um bem que é de todos. O Governo vem criando programas de incentivo ao uso do trem que são estratégias ótimas para que a população ajude a melhorar o serviço nos municípios preservando e combatendo.
Continua...